na 🇩🇪 Alemanha

Período experimental

Período experimental no contrato de formação em Alemanha 2025

O período experimental no contrato de formação serve tanto para a empresa de formação quanto para o formando verificar a adequação à formação profissional escolhida. É uma parte obrigatória de cada contrato de formação e deve ser registrada por escrito no contrato. Durante o período experimental, ambas as partes podem encerrar a relação formativa sem justificativa e sem respeitar um período de aviso prévio. O período experimental permite verificar a compatibilidade entre a empresa de formação e o formando, para evitar conflitos ou quebras a longo prazo.

Duração do período experimental

A duração do período experimental deve ser de pelo menos um mês e não pode ultrapassar quatro meses. A duração exata é estabelecida individualmente no contrato de formação e pode variar dependendo da profissão e da empresa de formação. Uma redução ou extensão do período experimental é possível apenas em casos excepcionais e sob determinadas condições. Por exemplo, o período experimental pode ser prolongado se o formando estiver doente por um longo período ou ausente por outros motivos importantes.

Rescisão durante o período experimental

Durante o período experimental, o contrato de formação pode ser rescindido por ambas as partes a qualquer momento e sem necessidade de justificativa. A rescisão deve ser feita por escrito e não há necessidade de respeitar um período de aviso prévio. O motivo da rescisão não precisa ser indicado, permitindo assim uma flexibilidade para ambas as partes. No entanto, a rescisão não pode ser arbitrária ou discriminatória, mesmo durante o período experimental. Se um formando for demitido durante esse período, ele pode buscar orientação na câmara competente.

Objetivos do período experimental

O objetivo do período experimental é dar à empresa de formação e ao formando a oportunidade de verificar se as expectativas de ambos estão sendo atendidas. A empresa de formação pode avaliar se o formando possui as características necessárias, como motivação, disposição para aprender e disciplina. Por outro lado, o formando pode verificar se as condições de formação, o conteúdo da formação e o ambiente de trabalho atendem às suas expectativas. Ambas as partes devem assegurar que a formação possa ser realizada com sucesso a longo prazo.

Condições legais

As normas sobre o período experimental no contrato de formação estão estabelecidas na Lei da Formação Profissional (BBiG). A redução do período experimental abaixo da duração mínima de um mês não é permitida, pois isso contradiria os requisitos legais. Da mesma forma, uma extensão além do limite máximo de quatro meses não é permitida, a menos que haja circunstâncias excepcionais, como períodos prolongados de doença. Violações dessas normas legais podem levar a que o período experimental ou a rescisão seguinte sejam considerados inválidos.

Rescisão do contrato de formação após o período experimental

Após o término do período experimental, o contrato de formação torna-se vinculativo e só pode ser rescindido de acordo com determinadas condições. Uma rescisão regular após o período experimental é possível apenas com um aviso prévio de quatro semanas e somente por um motivo significativo, por exemplo, se o formando deseja desistir da formação ou escolher outra profissão. A empresa de formação, por sua vez, só pode rescindir o contrato por motivos graves, como má conduta. Por isso, o período experimental é de grande importância, pois a decisão sobre a continuidade da relação formativa é tomada nesse momento.

Extensão do período experimental

Uma extensão do período experimental além da duração máxima legalmente estabelecida de quatro meses só é permitida em casos excepcionais. A extensão é possível se o formando estiver ausente por um longo período devido a doença ou por outros motivos relevantes. Neste caso, a extensão deve ser acordada por escrito. No entanto, a extensão só pode ocorrer pelo período que o formando realmente esteve ausente. Uma extensão automática do período experimental sem acordo escrito não é permitida.

Obrigação de avaliação

A empresa de formação é obrigada a realizar uma avaliação técnica e pessoal do formando durante o período experimental. Isso inclui não apenas a avaliação do desempenho técnico, mas também a consideração das competências sociais e pessoais do formando. O feedback durante o período experimental deve ser construtivo e honesto, para orientar o formando e mostrar eventuais deficiências. É aconselhável realizar conversas de feedback regulares durante o período experimental para discutir as expectativas mútuas e o progresso da formação.

Possibilidades de apoio durante o período experimental

Para integrar o formando da melhor forma possível no período de formação, muitas empresas oferecem programas de introdução ou modelos de mentoria durante o período experimental. Essas medidas têm o objetivo de ajudar o formando a se integrar melhor na empresa e entender as expectativas da formação. Um programa de integração estruturado e uma comunicação aberta podem contribuir para o sucesso do período experimental e esclarecer possíveis incertezas ou mal-entendidos precocemente.

Mudança da empresa de formação após o período experimental

Se o formando ou a empresa de formação constatarem que a formação não deve continuar na empresa atual, existe a possibilidade de mudar de empresa após o período experimental. Uma mudança é especialmente sensata se a empresa de formação não for capaz de transmitir os conteúdos formativos necessários ou se houver conflitos interpessoais. Neste caso, o formando deve entrar em contato o mais cedo possível com a câmara competente para obter apoio na busca por uma nova vaga de formação.

Proteção contra abusos do período experimental

O período experimental não deve ser utilizado como um meio de emprego temporário para formandos. A empresa de formação não pode usar o período experimental repetidamente para contratar novos formandos sem intenção de integrá-los a longo prazo. O abuso do período experimental pode levar a uma revisão pela câmara competente e, se necessário, a sanções. Formandos que sentirem que o período experimental está sendo utilizado de forma abusiva devem entrar em contato com a câmara de comércio ou a câmara de ofícios competente.

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